Sobre
O problema que estamos atrás, o que a base já faz, para quem serve e o que vem depois. Os números atualizados estão na página inicial; o método completo, na nota metodológica.
O problema
Quem carrega CRI acompanha o papel por dois canais: o preço de mercado e o comunicado da securitizadora. Nossa reanálise da base pública mostra que os dois chegam tarde, quando chegam.
Entre as séries com desvio crível de fluxo, quase três em cada quatro não apresentaram marcação que sinalizasse o problema. A cota do fundo não reprecificou.
Nenhuma assembleia de titulares, aditamento ou fato relevante no FNET durante o período em que o pagamento já estava fora da régua contratada.
O quadrante silencioso: pagamento fora do contratado, preço intacto e nenhuma comunicação. Invisível para quem só olha cotação e comunicado.
A fatia das posições de CRI dentro das carteiras de FII com desvio de fluxo vigente saiu de 5,9% em jul/2022 para 18,3% em 2026. O subconjunto silencioso foi de 3,1% para 4,7%.
Séries que vieram a desviar saíram com spread mediano de 4,01 p.p. sobre a NTN-B contra 3,64 p.p. das demais, apenas 36 pontos-base de discriminação. Dentro do grupo que falhou, as silenciosas foram as mais baratas na emissão.
Missão
Dar a cada CRI o acompanhamento que hoje só existe para ação: o que foi contratado, o que foi pago, quanto vale contra a curva e quem carrega o papel.
Tudo a partir de informação pública, auditável e rastreável até a fonte. Não vendemos opinião sobre crédito, entregamos a leitura organizada do que o emissor já é obrigado a reportar.
Objetivos
Normalizar o universo de CRI numa base única, com taxonomia estrutural, duration modificada calculada pelo fluxo contratual e histórico de aditamentos.
Reconstruir a régua de pagamento de cada série e medir o desvio mês a mês, com critério explícito para separar carência legítima de falha de reporte.
Publicar spread sobre a curva por classe estrutural e validar contra preços de referência e negócios já disponíveis no mercado.
Entregar o desvio de fluxo como indicador que chega antes do fato relevante, por papel e por carteira.
Mostrar, papel a papel, quais fundos carregam a posição, em que volume e desde quando, e quem entrou ou saiu.
O que fazemos
Uma base, quatro saídas. O investidor entra pelo extrato; o gestor entra pela carteira; ambos chegam ao mesmo dado normalizado.
O que você deveria receber, o que recebeu e o desvio acumulado, mês a mês, na régua do termo de securitização e de cada aditamento.
Spread sobre a NTN-B de prazo equivalente, com duration modificada calculada pelo fluxo contratual, não pelo prazo nominal.
Os indicadores que aparecem antes do default formal, organizados por papel e consolidados por carteira.
Quem tem esse CRI. Cruzamento papel a papel com os informes mensais dos fundos, com histórico de entrada e saída.
Para quem
Hoje o acompanhamento é um extrato de corretora sem contexto e um PDF de securitizadora difícil de ler. Entregamos previsão de fluxo, desempenho contra o contratado, precificação validada por método público e alerta quando algo sai da régua.
Fontes fragmentadas e nenhum benchmark real de qualidade de crédito. Entregamos monitoramento da carteira inteira, spread sobre a curva por posição, comparação com fundos comparáveis e a leitura de quem mais carrega cada papel.
Originação difícil e sinais invisíveis até o evento formal. Entregamos o radar antecedente, o mapa do secundário com taxa implícita e a fila de séries com deterioração de fluxo ainda não precificada.
De onde vem o dado
Nenhuma fonte proprietária, nenhuma caixa preta. Onde o dado falha, dizemos que falha, a intermitência de reporte faz parte do diagnóstico, não é ruído a esconder.
| Fonte | O que entrega | Cobertura |
|---|---|---|
| CVM, dados abertos | Informes mensais de CRI com pagamentos por série, termos de securitização e cadastro consolidado | Espinha dorsal |
| Informes de FII | Carteira dos fundos, papel a papel, com volume e movimentação mensal | Aberto e estruturado |
| FNET | Assembleias, aditamentos e fatos relevantes, os eventos documentados e sua data | Aberto |
| B3 e CETIP | Cadastro dos papéis e negócios no mercado secundário | Parcial, sob licença |
| ANBIMA | Curvas e preços de referência para validar o spread | Parte pública |
| Securitizadoras e agentes fiduciários | Relatórios de acompanhamento de obra, garantias e eventos de default | Disperso, em PDF |
Cada número que publicamos aponta para o documento de origem e a data de captura. Você pode conferir.
A régua de estresse, o critério de credibilidade do zero e o cálculo de duration estão descritos em trabalho submetido a avaliação acadêmica.
Onde a cobertura é rala ou o reporte é intermitente, o resultado sai marcado como inconclusivo. Não preenchemos lacuna com estimativa silenciosa.
Onde estamos
O Clube CRI não começou como uma ideia de software. Começou como uma pergunta de pesquisa sobre o que caracteriza estresse em um CRI, e o dataset construído para respondê-la é o embrião do Cadastro Mestre.
Leia a nota metodológica completa O método, o funil e as limitações declaradas, abertos.
Universo de 5.795 séries com painel de fluxo, régua contratada e cruzamento com 317 fundos. Resultados em artigo submetido e nota metodológica pública.
Extrato do papel e precificação em formato de assinatura leve, para PF, assessores e escritórios.
Taxonomia estrutural, duration correta e feed mecanizado de CVM, FNET e informes de FII, atualizado a cada ciclo de reporte.
Spread sobre a curva, alerta antecedente e benchmarking de carteira para gestores e securitizadoras.
Taxa implícita no secundário e fila de verificação como pipeline de special situations.
Acesso
A lista de espera e o pedido de código de acesso ao mapa de posições estão os dois na página inicial, no mesmo formulário.
Entrar na lista ou pedir acesso