Toda a posição declarada em CRI pelos fundos imobiliários, série a série e mês a mês, lida contra o que cada contrato mandava pagar. Não projeta retorno: mede o que já aconteceu.
Todo FII entrega informe à CVM. Nem todo FII tem CRI, e nem todo CRI declarado é identificável.
Listado é o FII negociado em bolsa; o IFIX tem 106 fundos, dos quais 104 aparecem no cadastro da CVM. Os 96 que ficam de fora do mapa são identificados só por securitizadora, emissão e série - a rota que confunde CRA com CRI em fundo do agronegócio. Entram quando houver código no documento.
O painel de fluxo cobre a série que reporta pagamento no informe mensal da securitizadora.
403 séries em carteira nunca reportaram pagamento na janela: sobre o fluxo delas não há o que afirmar. Aparecem marcadas como sem painel, nunca como sem problema.
Duas regras encolheram o funil de propósito, e as duas encolhem o número de acusações, não o de absolvições. Censura por saldo zerado: o mês em que o informe reporta saldo igual ou menor que R$ 1 sai do painel, porque ali o papel já foi liquidado, resgatado ou nunca integralizado, e a série que não tem três meses de saldo positivo sai do universo. Fluxo não reportado: a série que nunca reportou pagamento algum e cujo valor mesmo assim cai 10% ou mais desde o pico sai do conjunto em desvio, porque a queda diz que houve amortização, e o que faltou foi o reporte dela, não o pagamento. São 104 séries. O critério inteiro está na nota metodológica.
Mediana dos fundos do mapa, calculada da cota patrimonial que cada um declara à CVM. Renda é o que foi distribuído; capital é o que a cota fez além disso. Somados, dão o retorno total do cotista.
| Ano | Fundos | Renda (DY) | Capital | Total | IFIX |
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Um CRI não é emitido por uma pessoa. Entre quem toma o dinheiro e quem recebe o cupom há cerca de doze partes distintas, de profissões diferentes, cada uma com uma obrigação própria e um nome em documento público. Medimos quem são e quanto cada uma concentra.
A página aberta explica o que cada agente responde e onde a assinatura de cada um aparece no dado. Também trata do que costuma passar batido: por que comparar taxa de CRI com taxa de CDB é comparar líquido com bruto, e por que uma alienação fiduciária registrada e um crédito quirografário de nome grande não são a mesma coisa quando o pagamento para.
Os números acima ficam públicos e a nota metodológica também, sem cadastro. O mapa de posições - quem carregou cada série, mês a mês, com quanto e quando saiu - é restrito por código, porque abre carteira de fundo nomeada papel a papel e isso pede contraditório.
Sem disparo em massa. Escrevemos quando há algo concreto: um resultado novo, um módulo aberto ou um convite. O campo aberto no formulário é o que mais lemos, e é ele que decide o que construímos primeiro.